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domingo, 8 de julho de 2012

Inflação desacelera para menor índice desde agosto de 2010



O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que é o índice oficial da inflação, ficou em 0,08% em junho, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (6).
O resultado é o menor desde agosto de 2010, quando o IPCA havia ficado em 0,04%.
Em maio, a taxa havia sido de 0,36%. De janeiro a junho, a inflação acumula alta de 2,32%.
Com esse resultado, o IPCA dos últimos 12 meses ficou em 4,92%. Esta é a menor taxa desde setembro de 2010 (4,70%).
A forte desaceleração de maio para junho decorreu principalmente por conta da deflação do grupo transporte (-1,18%).
O resultado foi influenciado especialmente pela queda de 5,48% nos preços dos automóveis novos, que ocorreu após a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
Com os novos em queda, os carros usados também caíram de preço (-4,12%).
Ainda no grupo transporte registraram redução o álcool (-1,24%) e gasolina (-0,41%).
Também contribuíram para a freada da inflação a queda do preço da energia elétrica (-0,67%) e dos eletrodomésticos (-1,2%).
A menor pressão dos artigos de vestuários (0,39%) e dos remédios (0,05%) foram outros fatores que ajudaram a conter a inflação.
O grupo alimentação registrou alta de 0,68% em junho, pouco abaixo da taxa de 0,73% em maio. A pequena desaceleração se deveu à queda dos preços do feijão (-1,63%).

Folha de São Paulo, Pedro Soares, 06/jul


Inflação da construção civil avança para 0,7% em junho, diz IBGE



Índice acelerou no mês; em maio, taxa ficara em 0,66%
A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou para 0,70% em junho, após registrar taxa de 0,66% em maio, informou o IBGE. Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,26% no ano, e de 5,08% em 12 meses.
O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 836,06 em junho, dos quais R$ 447,28 foram relativos aos materiais e R$ 388,78 relativos à mão de obra. Em maio, esse custo totalizava R$ 830,28. A parcela da mão de obra apresentou alta de 1,32% nos preços, ficando 0,04 ponto percentual abaixo da inflação observada no mês anterior (1,36%), enquanto os materiais, com 0,16%, em junho, registraram alta de 0,09 ponto percentual em relação a maio (0,07%). Os acumulados em doze meses foram: 9,57% (mão de obra) e 1,47% (materiais).
A Região Sul, com inflação de 1,8%, ficou com a maior taxa regional em junho deste ano. Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Santa Catarina registrou a maior taxa mensal entre os locais pesquisados, 6,04%. Os demais resultados foram: 1,49% (Centro-Oeste); 0,68% (Nordeste); 0,28% (Sudeste) e 0,28% (Norte). O Sul também apresentou a maior variação (7,01%) nos últimos 12 meses. Em relação aos acumulados, entretanto, a maior taxa foi a do Sudeste (4,14%). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 877,81 (Sudeste); R$ 838,56 (Norte); R$ 833,09 (Sul); R$ 832,17 (Centro-Oeste) e R$ 787,30 (Nordeste).


O Globo Online, 06/jul