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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Juros mais baixos para Financiamento Habitacional

Com os juros mais baixos e as novas regras da Caixa Econômica Federal para financiamento habitacional, que ampliam o prazo de crédito de 30 para 35 anos, a Vanguard Home prevê um aumento entre 20%no volume devendas para este ano. Além disso, a construtora recomenda o investimento em imóveis como fonte de renda.

Segundo o diretor regional da Vanguard, Márcio Ferreira, as novas regras de financiamento, que já estão em vigor, podem ser descritas como um fôlego e novo impulso para o mercado imobiliário. “A demanda ficou reprimida durante muito tempo e o reaquecimento está sendo estimulado pelo corte das taxas de juros”, avalia.

Para ele o público do primeiro imóvel, foco da empresa, é um dos grandes beneficiados. “A redução nos juros, aliada à ampliação do prazo de pagamento, reduz significativamente o valor da prestação, aumentando o acesso ao crédito para uma parcela maior de pessoas que antes não conseguiam contratar o financiamento”, pontua.

Um exemplo disso, segundo o diretor regional da construtora é a pesquisa realizada pela empresa que identificou que o tempo para a decisão de compra de um imóvel é de dois anos. “Com as novas regras as pessoas podem antecipar a compra”, analisa.

Márcio Ferreira também aponta que a compra de um apartamento em um dos empreendimentos na região perto da Arena Pantanal pode se tornar uma nova fonte de renda. “Por exemplo, a compra de um dos apartamentos a pronta entrega nos empreendimentos Piazza das Mangueiras e Piazza di Napoli com o intuito do aluguel, pode gerar uma nova fonte de renda”, pontua.

O diretor regional conta que durante a participação da Vanguard na Feira de Negócios da Habitação e Construção de Mato Grosso - Edificar 2012 foi realizado uma visita técnica a Arena Pantanal. “Durante o Edificar conhecemos mais o projeto, que quando ficar pronto terá uma grande área pública no entorno, com lago artificial, restaurantes, estacionamentos, pista de caminhada, o que valorizará ainda mais a região”, afirma.

Novas Regras

As novas regras de financiamento da Caixa permitem que os mutuários quitem a dívida em até 35 anos. Os financiamentos serão feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Somente mutuários que têm renda mensal a partir de R$ 5,4 mil serão contemplados.

Os novos juros praticados são pelo Sistema Financeiro de Habitação (imóveis até R$ 500 mil) com taxas menores por ano. Se o contratante for cliente do banco, a taxa pode ser mais diferenciada ainda. Fora do SFH (imóveis acima de R$ 500 mil), os juros são maiores. Para todos os contratos, além da taxa de juros, incide a Taxa Referencial (TR). A taxa de juros difere de acordo com o perfil de cada comprador.

As regras ainda não valem para os contratos dentro do programa federal Minha Casa, Minha Vida nem para os financiamentos que usam recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Da Assessoria/ Ícone Comunicação

Fonte: Olhar Direto

domingo, 1 de julho de 2012

Hipótese de bolha imobiliária no País é descartada pelo setor



A hipótese de uma bolha imobiliária no Brasil foi descartada ontem por executivos de incorporadoras, fundos de investimento e bancos, na capital paulista, em evento para debater as oportunidades e os riscos do setor. As opiniões dos representantes do mercado vão na contramão do alerta feito nesta semana pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), que apontou distorções no mercado brasileiro causadas pelo forte ciclo de alta no preço dos imóveis.
Na avaliação do diretor-executivo da gestora de recursos GP Investments, Antônio Ferreira, o Brasil não tem características que sinalizem a formação de uma bolha. Ferreira observa que a maioria dos negócios com imóveis no País é realizada por pessoas que buscam moradia, não ganhos com aluguel ou revenda, que favorecem a especulação, como ocorreu na bolha dos Estados Unidos. Além disso, os financiamentos nos bancos privados brasileiros representam cerca de 55% do valor dos imóveis, o que indica um nível de endividamento moderado das famílias ante os EUA, onde esse valor chegava a 110%, comparou, durante encontro realizado pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) nesta manhã, em São Paulo.
O diretor da GP também acredita que a escalada do preço dos imóveis está fundamentada na ampliação do total de consumidores capazes de adquirir uma casa própria nos últimos anos, beneficiados pela melhora da renda e da oferta de crédito. "O preço subiu, mas tem fundamento na demanda", afirmou Ferreira. Na avaliação do diretor de Relações com Investidores da incorporadora Eztec, Emílio Fugazza, a escalada dos preços também está relacionada ao aumento dos custos para construção das habitações. "O preço subiu, mas as margens de lucro das empresas de construção caíram", disse, atribuindo o cenário à alta dos custos com mão de obra e terrenos.
Tendência
A tendência é que o mercado imobiliário continuará em expansão e que o apetite dos bancos pelo crédito habitacional seguirá crescente, na opinião do gerente-geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil em São Paulo, Francisco Martinez. Segundo ele, o crédito imobiliário deve atingir o montante de R$ 1,3 trilhão até 2020 no País, o que significa sair de uma fatia equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) atualmente para 16% nos próximos oito anos, patamar semelhante ao já verificado em países como Chile e México. O executivo lembra que o Brasil tem um déficit de 7 milhões de moradias, verificado principalmente entre as classes de renda média e baixa, o que caracteriza a demanda reprimida. "O sonho da casa própria continua em primeiro lugar na mente dos brasileiros", disse.

DCI, 28/jun


terça-feira, 26 de junho de 2012

Venda de apartamentos novos cresce mais de 12% em São Paulo no primeiro quadrimestre


De janeiro a abril deste ano as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 12,5% na comparação com igual período do ano passado. Foram comercializadas 7.407 unidades ante 6.584. O volume financeiro foi 6,9% superior ao registrado no primeiro quadrimestre de 2011 alcançando R$ 3,6 bilhões ante R$ 3,4 bilhões.

Os dados são da Pesquisa Sobre Mercado Imobiliário realizada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Ainda de acordo com a pesquisa, o ritmo de escoamento também aumentou. No período de 12 meses até dezembro, foram negociados 56,7% dos lançamentos. Em abril deste ano, o percentual atingiu 60,4%.
Esse desempenho ficou acima do esperado pelo setor. "Nós já estávamos prevendo um aumento das vendas, mas o nível alcançado foi surpreendente", avaliou Claudio Bernardes, presidente do Secovi. Ele observou, no entanto, que vem ocorrendo um ajuste entre a demanda e a oferta. Nos quatro primeiros meses do ano, o número de unidades à venda somou 17.632 - 10,6% menor do que o estoque registrado, em dezembro (19.731). Em abril, o total vendido (2.007 unidades) foi 9,7% inferior ao registrado em março.
Bernardes garantiu que apesar da queda nos lançamentos, os valores dos imóveis não têm sofrido reajustes e que a maioria das ofertas é de apartamentos ou casas para as famílias de nível intermediário de renda. Cerca de 70% das unidades com dois dormitórios situa-se na faixa de até R$ 350 mil.
Por meio de nota, o Secovi citou levantamento da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), que indica o lançamento, em abril, de 1.622 imóveis, um crescimento de 2,8% sobre o mês anterior. No acumulado no primeiro quadrimestre houve recuo de 27,6% com 5.257 imóveis ante 7.262, no mesmo período de 2011.

Jornal do Commercio, 26/jun

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Crédito imobiliário originado da poupança sobe 560%, afirma BC

28/11/2011 - Crédito imobiliário originado da poupança sobe 560%, afirma BC

Os saldos dos financiamentos habitacionais com cartas de crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) cresceram entre 2002 e 2010. O aumento de 560% ocupou o espaço de outras aplicações imobiliárias.

De acordo com o Relatório de Economia Bancária e Crédito, do Banco Central, em 2002 foram direcionados para o financiamento habitacional R$ 20,718 bilhões do SBPE; já em 2010, o valor subiu para R$ 136,688 bilhões.

Em 2002, foi concedido R$ 1,174 bilhão para a aquisição de imóveis, sendo que R$ 495,7 milhões foram para imóveis novos, e R$ 679 milhões, para usados. Em 2010, o valor direcionado à aquisição de imóveis subiu para R$ 31,785 bilhões, sendo R$ 8,843 bilhões para imóveis novos e R$ 22,942 bilhões para usados.

No ano de 2002, foram adquiridos 7,1 mil imóveis novos e 11,5 mil unidades usadas; já oito anos depois os beneficiados pelo financiamento compraram 58,1 mil imóveis novos e 161,5 mil usados com o recurso.

No que se refere à construção de imóveis, foram destinados, em 2002, R$ 573,6 milhões para empresas e R$ 20,2 milhões para pessoas físicas; já em 2010 o montante passou para R$ 22,273 bilhões para empresas e R$ 1,933 bilhão para pessoas físicas.

Com os recursos, em 2002 foram construídas 10,3 mil unidades; oito anos depois foram construídos 196,7 milhões. O governo deve aprofundar os estudos sobre a poupança para que mudanças não prejudiquem o crédito imobiliário

Fonte: DCI, 28/11/2011