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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Preços dos imóveis ficarão estáveis até 2016



SECOVI RIO


Para o sindicato, mesmo com os valores em patamares próximos aos atuais no futuro, o mercado imobiliário carioca continuará atraindo grandes investimentos


O  preços dos imóveis no Rio de Janeiro devem se manter nos patamares atuais pelo menos até 2016, avalia o vice-presidente  de marketing do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), João Augusto Pessôa. Segundo ele, a cidade continuará atraindo investimentos devido à proximidade dos grandes eventos
esportivos que serão realizados nos próximos anos.
“Temos Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, que será a única concentrada em uma só cidade”, explica Pessôa, que participou na sexta-feira da cerimônia de abertura do III Fórum Internacional de Administradores de Imóveis, promovido pelo Secovi Rio, no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova. 
De acordo com Pessôa, a participação de estrangeiros nesta edição do fórum aumentou 75%, o que confirma o crescente interesse pelo mercado imobiliário carioca. 
“O Rio é a bola da vez”, afirmou Pessôa.
O executivo explicou ainda que “investir em bem de raiz sempre foi um bom negócio”, e que as facilidades de financiamento também aumentaram a demanda por imóveis.
Pessôa reconhece, no entanto, que o Brasil ainda possui uma grande déficit de
moradias. “Estamos estudando estratégias para resolver essa situação”. Segundo
ele, uma solução para corrigir o problema seria aumentar a construção de edifícios, por abrigarem mais unidades habitacionais por terreno do que as casas. 

DEMANDA ELEVADA 

O presidente do Secovi Rio, Pedro Wähmann, também destacou a crescente demanda por habitações no País. “O Brasil vive um momento de muitas transformações e o mercado imobiliário acompanha essa fase, atraindo, inclusive, a atenção de investidores internacionais. Na ponta dessa cadeia, a administração
imobiliária assume um papel cada vez mais relevante”, ressaltou Wähmann, para quem os investimentos em imóveis e tornaram mais atrativos do que o mercado financeiro, que convive com volatilidade nos últimos tempos, por serem mais seguros. 

FÓRUM

O fórum foi realizado entre os dias 28 e 29 de setembro e reuniu administradores
de imóveis, lideranças empresariais, membros de entidades de classe e demais profissionais vinculados aos mercados imobiliários nacional e internacional.
Assim como nas duas edições anteriores, realizadas em 2006 e 2008, o evento deste debateu sobre o panorama geral da administração imobiliária na Europa, nas Américas Central, do Norte e do Sul, bem como no Japão, além de apresentar peculiaridades do modelo de administração brasileiro. 
“Temos um importante papel no ranking de empresas que atuam no mercado de administração imobiliária internacional. Os estrangeiros nos veem como o país com maior número de unidades condominiais geridas por uma mesma administradora”, destacou o presidente do Secovi Rio.

Por ISABEL CORREIA

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

FGTS vai liberar mais R$ 12,7 bilhões para financiamento da habitação


Os conselheiros do Fundo Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) decidiram ontem disponibilizar mais R$ 12,7 bilhões para o financiamento da habitação.

Desse total, R$ 10,7 bilhões serão destinados ao reforço de programas de habitação popular do governo federal, e os outros R$ 2 bilhões serão direcionados para aumentar o subsídio de compra de casa própria por famílias de baixa renda.
Com o acréscimo, o orçamento do FGTS este ano sobe de R$ 43,9 bilhões para R$ 56,6 bilhões - cerca de 28,9%. Os recursos serão assim distribuídos: R$ 36,6 bilhões para habitação popular, R$ 6,4 bilhões para subsídios, R$ 5 bilhões para saneamento, R$ 5 bilhões para infraestrutura urbana, R$ 2,5 bilhões para a compra de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e R$ 1 bilhão para o Programa Pró-Cotista, que concede juros a menores com conta vinculada ao FGTS.

De acordo com a prestação de contas do FGTS de 2011, analisada pelo conselho curador do fundo ontem, foram investidos R$ 42 bilhões em habitação popular, R$ 4,8 bilhões em saneamento e R$ 4 bilhões em infraestrutura - principalmente no âmbito do Minha Casa, Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2.



Brasil Econômico, 25/jul

domingo, 1 de julho de 2012

Imóveis para 1.300 servidores municipais



Previ-Rio vai financiar Porto Olímpico, projeto de R$ 500 milhões para 2016

A prefeitura libera hoje as regras de financiamento da Previ-Rio para servidores municipais comprarem imóveis no Porto Olímpico, empreendimento habitacional que abrigará as vilas de mídia e de árbitros nos Jogos 2016. O projeto prevê a construção de 1.300 apartamentos de dois e três quartos em oito torres, numa área de 20 mil metros quadrados na região conhecida como Praia Formosa, nos arredores da Rodoviária Novo Rio. É investimento de R$ 500 milhões, a cargo da Solace, sociedade de OAS, Odebrecht e Rex. As empreiteiras também construirão no mesmo terreno, que tem ao todo 116 mil metros quadrados, um hotel três estrelas com 500 quartos. Perto da Avenida Francisco Bicalho haverá um quatro estrelas. As torres de apartamento começam a ser erguidas em janeiro de 2013; os hotéis, em junho. Jorge Arres, presidente da Cdurp, diz que a Previ-Rio concederá financiamento de até R$ 450 mil aos servidores. O município subsidiará até metade do valor dos imóveis em razão inversamente proporcional aos salários. Ou seja, quanto menor a renda, maior a ajuda municipal. Os apartamentos, de 65 a 80 metros quadrados, custarão cerca de R$ 5 mil por metro quadrado. As vendas começam em agosto. As inscrições serão via internet; a escolha dos imóveis, por sorteio.

O Globo, Negócios & Cia, 29/jun


Hipótese de bolha imobiliária no País é descartada pelo setor



A hipótese de uma bolha imobiliária no Brasil foi descartada ontem por executivos de incorporadoras, fundos de investimento e bancos, na capital paulista, em evento para debater as oportunidades e os riscos do setor. As opiniões dos representantes do mercado vão na contramão do alerta feito nesta semana pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), que apontou distorções no mercado brasileiro causadas pelo forte ciclo de alta no preço dos imóveis.
Na avaliação do diretor-executivo da gestora de recursos GP Investments, Antônio Ferreira, o Brasil não tem características que sinalizem a formação de uma bolha. Ferreira observa que a maioria dos negócios com imóveis no País é realizada por pessoas que buscam moradia, não ganhos com aluguel ou revenda, que favorecem a especulação, como ocorreu na bolha dos Estados Unidos. Além disso, os financiamentos nos bancos privados brasileiros representam cerca de 55% do valor dos imóveis, o que indica um nível de endividamento moderado das famílias ante os EUA, onde esse valor chegava a 110%, comparou, durante encontro realizado pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) nesta manhã, em São Paulo.
O diretor da GP também acredita que a escalada do preço dos imóveis está fundamentada na ampliação do total de consumidores capazes de adquirir uma casa própria nos últimos anos, beneficiados pela melhora da renda e da oferta de crédito. "O preço subiu, mas tem fundamento na demanda", afirmou Ferreira. Na avaliação do diretor de Relações com Investidores da incorporadora Eztec, Emílio Fugazza, a escalada dos preços também está relacionada ao aumento dos custos para construção das habitações. "O preço subiu, mas as margens de lucro das empresas de construção caíram", disse, atribuindo o cenário à alta dos custos com mão de obra e terrenos.
Tendência
A tendência é que o mercado imobiliário continuará em expansão e que o apetite dos bancos pelo crédito habitacional seguirá crescente, na opinião do gerente-geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil em São Paulo, Francisco Martinez. Segundo ele, o crédito imobiliário deve atingir o montante de R$ 1,3 trilhão até 2020 no País, o que significa sair de uma fatia equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) atualmente para 16% nos próximos oito anos, patamar semelhante ao já verificado em países como Chile e México. O executivo lembra que o Brasil tem um déficit de 7 milhões de moradias, verificado principalmente entre as classes de renda média e baixa, o que caracteriza a demanda reprimida. "O sonho da casa própria continua em primeiro lugar na mente dos brasileiros", disse.

DCI, 28/jun


terça-feira, 26 de junho de 2012

Venda de apartamentos novos cresce mais de 12% em São Paulo no primeiro quadrimestre


De janeiro a abril deste ano as vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 12,5% na comparação com igual período do ano passado. Foram comercializadas 7.407 unidades ante 6.584. O volume financeiro foi 6,9% superior ao registrado no primeiro quadrimestre de 2011 alcançando R$ 3,6 bilhões ante R$ 3,4 bilhões.

Os dados são da Pesquisa Sobre Mercado Imobiliário realizada pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Ainda de acordo com a pesquisa, o ritmo de escoamento também aumentou. No período de 12 meses até dezembro, foram negociados 56,7% dos lançamentos. Em abril deste ano, o percentual atingiu 60,4%.
Esse desempenho ficou acima do esperado pelo setor. "Nós já estávamos prevendo um aumento das vendas, mas o nível alcançado foi surpreendente", avaliou Claudio Bernardes, presidente do Secovi. Ele observou, no entanto, que vem ocorrendo um ajuste entre a demanda e a oferta. Nos quatro primeiros meses do ano, o número de unidades à venda somou 17.632 - 10,6% menor do que o estoque registrado, em dezembro (19.731). Em abril, o total vendido (2.007 unidades) foi 9,7% inferior ao registrado em março.
Bernardes garantiu que apesar da queda nos lançamentos, os valores dos imóveis não têm sofrido reajustes e que a maioria das ofertas é de apartamentos ou casas para as famílias de nível intermediário de renda. Cerca de 70% das unidades com dois dormitórios situa-se na faixa de até R$ 350 mil.
Por meio de nota, o Secovi citou levantamento da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), que indica o lançamento, em abril, de 1.622 imóveis, um crescimento de 2,8% sobre o mês anterior. No acumulado no primeiro quadrimestre houve recuo de 27,6% com 5.257 imóveis ante 7.262, no mesmo período de 2011.

Jornal do Commercio, 26/jun

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

INVESTIMENTO DO FGTS - FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO.

Investimento do FGTS

O conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a destinação de R$ 18 bilhões para projetos nas áreas de habitação, saneamento e infraestrutura urbana via fundos de investimento e recebíveis imobiliários. O FGTS exigirá uma rentabilidade mínima de 6% ao ano, mais 1% de taxa de risco do agente operador, para os projetos de saneamento e infraestrutura, que contarão com uma verba de R$ 3 bilhões cada, conforme a Resolução nº 681 do conselho curador. Na área de habitação, para a qual foram reservados R$ 12 bilhões, a taxa mínima anual será de 8%.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Crédito imobiliário originado da poupança sobe 560%, afirma BC

28/11/2011 - Crédito imobiliário originado da poupança sobe 560%, afirma BC

Os saldos dos financiamentos habitacionais com cartas de crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) cresceram entre 2002 e 2010. O aumento de 560% ocupou o espaço de outras aplicações imobiliárias.

De acordo com o Relatório de Economia Bancária e Crédito, do Banco Central, em 2002 foram direcionados para o financiamento habitacional R$ 20,718 bilhões do SBPE; já em 2010, o valor subiu para R$ 136,688 bilhões.

Em 2002, foi concedido R$ 1,174 bilhão para a aquisição de imóveis, sendo que R$ 495,7 milhões foram para imóveis novos, e R$ 679 milhões, para usados. Em 2010, o valor direcionado à aquisição de imóveis subiu para R$ 31,785 bilhões, sendo R$ 8,843 bilhões para imóveis novos e R$ 22,942 bilhões para usados.

No ano de 2002, foram adquiridos 7,1 mil imóveis novos e 11,5 mil unidades usadas; já oito anos depois os beneficiados pelo financiamento compraram 58,1 mil imóveis novos e 161,5 mil usados com o recurso.

No que se refere à construção de imóveis, foram destinados, em 2002, R$ 573,6 milhões para empresas e R$ 20,2 milhões para pessoas físicas; já em 2010 o montante passou para R$ 22,273 bilhões para empresas e R$ 1,933 bilhão para pessoas físicas.

Com os recursos, em 2002 foram construídas 10,3 mil unidades; oito anos depois foram construídos 196,7 milhões. O governo deve aprofundar os estudos sobre a poupança para que mudanças não prejudiquem o crédito imobiliário

Fonte: DCI, 28/11/2011