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domingo, 1 de julho de 2012

Imóveis para 1.300 servidores municipais



Previ-Rio vai financiar Porto Olímpico, projeto de R$ 500 milhões para 2016

A prefeitura libera hoje as regras de financiamento da Previ-Rio para servidores municipais comprarem imóveis no Porto Olímpico, empreendimento habitacional que abrigará as vilas de mídia e de árbitros nos Jogos 2016. O projeto prevê a construção de 1.300 apartamentos de dois e três quartos em oito torres, numa área de 20 mil metros quadrados na região conhecida como Praia Formosa, nos arredores da Rodoviária Novo Rio. É investimento de R$ 500 milhões, a cargo da Solace, sociedade de OAS, Odebrecht e Rex. As empreiteiras também construirão no mesmo terreno, que tem ao todo 116 mil metros quadrados, um hotel três estrelas com 500 quartos. Perto da Avenida Francisco Bicalho haverá um quatro estrelas. As torres de apartamento começam a ser erguidas em janeiro de 2013; os hotéis, em junho. Jorge Arres, presidente da Cdurp, diz que a Previ-Rio concederá financiamento de até R$ 450 mil aos servidores. O município subsidiará até metade do valor dos imóveis em razão inversamente proporcional aos salários. Ou seja, quanto menor a renda, maior a ajuda municipal. Os apartamentos, de 65 a 80 metros quadrados, custarão cerca de R$ 5 mil por metro quadrado. As vendas começam em agosto. As inscrições serão via internet; a escolha dos imóveis, por sorteio.

O Globo, Negócios & Cia, 29/jun


quarta-feira, 27 de junho de 2012

ADEMI realiza almoço-palestra sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha



Na tarde da última quinta-feira o presidente da ADEMI, José Conde Caldas, foi o anfitrião de um almoço-palestra com a Caixa Econômica Federal e os executivos do mercado imobiliário. Realizado na sede da ADEMI, o evento contou com a presença do gerente nacional da Caixa, Vitor Hugo dos Santos Pinto e seus assessores, que fizeram uma ampla exposição sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, com destaque para os Cepacs - títulos mobiliários, regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permitem a construção de edifícios mais altos do que os limites atuais permitidos pela legislação. O objetivo do encontro foi explicar o potencial de desenvolvimento da área e estabelecer um networking para futuras parcerias entre o poder público e privado.
As cotas do FII PM (Fundo de investimento imobiliário Porto Maravilha), administrado e gerido pela Caixa, foram arrematadas pelo valor de R$ 3,5 bilhões. O Fundo da Caixa agora passa a negociar os títulos dos Cepacs no mercado. Todo o valor arrecadado com as vendas será repassado à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP) ao longo de 15 anos. O dinheiro será utilizado para custear toda a operação e a Parceria Público-Privada Porto Novo, responsável pelas obras e serviços da região.
O projeto, que já está em andamento, prevê a demolição de um trecho do Elevado da Perimetral (entre a Candelária e a Rodoviária), a construção de 4 km de túneis, reurbanização de 70 km de vias e reconstrução de 700 km de redes de infraestrutura urbana. A revitalização da região faz parte das preparações da cidade para sediar as Olimpíadas de 2016. "Serão cinco anos de obras que vão mudar a cara do centro do Rio. Em 2016, essa região estará completamente diferente do que ela é hoje", disse o Gerente Nacional da Caixa, Vitor Hugo. 
O FII PM tem tudo para se tornar o maior fundo de investimento do país. Segundo Vitor Hugo, já estão em andamento aproximadamente 23 oportunidades de negócios, o que envolve aproximadamente 40% dos Cepacs. Os interessados são investidores nacionais e internacionais - europeus, americanos e do Oriente Médio. Tanto o presidente da ADEMI quanto o gerente nacional da Caixa defendem a instalação de empreendimentos mistos na área, a exemplo de Beirute, Barcelona e Hamburgo - modelos bem sucedidos de revitalização com a integração de moradia, lazer e trabalho.
José Conde Caldas finalizou dizendo que o potencial observado no entorno da área do Porto Maravilha já está sendo alvo do olhar das construtoras, exaltando a melhoria na mobilidade urbana. "Bairros como São Cristovão já experimentam a valorização que essas mudanças de infraestrutura trarão para a área". "Consequentemente, os preços dos imóveis desses locais irão ser afetados também", completou. 

Imobiliários seguem uma trajetória de crescimento


Quem apostou nos fundos imobiliários não tem do que se queixar. O segmento registrou nos últimos anos desempenho melhor do que quase todos os outros investimentos e segue uma trajetória de crescimento que nem mesmo a desaceleração da economia ou a expectativa de estabilização nos preços dos imóveis parece abalar.
"A trajetória é de bom desempenho nos anos em que o mercado de ações vai bem e de resistência nos períodos de crise", diz José Diniz, diretor da Rio Bravo. "São um porto seguro em momentos de crise", afirma Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages. "É um produto que se protege bem da desvalorização dos ativos", endossa Carlos Massaru, presidente da BBDTVM.
"A cota valoriza ou desvaloriza, mas o potencial do mercado e as vantagens tributárias compensam", afirma Eduardo Forestieri, superintendente de produtos de investimentos do Citibank. "É cada vez mais atrativo", completa Vitor Hugo dos Santos Pinto, gerente nacional de fundos para o setor imobiliário da Caixa Econômica Federal.
Os fundos imobiliários surgiram há pouco mais de uma década. Se antes se voltavam mais para imóveis residenciais, hoje focam os escritórios comerciais, galpões logísticos e shopping centers. Desde 2005 têm rendido em média 27,3% ao ano, contra 12,6% da Selic e 12,4% do Ibovespa.
A Brazilian Mortgages é a líder e pioneira do setor com 40% de market share. A carteira, que começou em 1999 com o Fundo Imobiliário Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, hoje engloba 34 fundos com volume de recursos de R$ 9,2 bilhões. A Caixa Econômica Federal, com R$ 5 bilhões em fundos imobiliários, e a Rio Bravo, com R$ 4,1 bilhões e uma carteira de 27 fundos, vêm logo atrás.
Os fundos da Brazilian Mortgages valorizaram 21,6% até abril deste ano contra 3% de Selic e 9% do Ibovespa antes da grande queda de maio. Dois dos fundos do grupo são o Torre Almirante, na avenida Almirante Barroso, no Centro do Rio, alugado à Petrobras, e o Torre Eldorado, do Shopping Eldorado, em São Paulo.
Os fundos da Rio Bravo tiveram este ano rentabilidade de 15% até abril. Só o Pátio Higienópolis, que tem patrimônio de R$ 370 milhões e garante rentabilidade com o aluguel das lojas do Shopping Higienópolis, subiu 40%. A cota, vendida por R$ 100,00 no lançamento, em 1999, hoje vale R$ 630,00. O Fundo de Renda Corporativa, mais conservador e com patrimônio de R$ 190 milhões, acumulou variação de 20% nos quatro primeiros meses deste ano.
A CEF se prepara para oferecer ao mercado nos próximos nove meses R$ 1,5 bilhão em novas ofertas em fundos imobiliários. A Caixa tem ainda entre as carteiras que administra o Fundo de Investimentos Almirante Barroso, do prédio do banco no Centro do Rio, o Porto Maravilha, que capitalizou a prefeitura carioca para a revitalização da região portuária da cidade, e o Caixa Cedae, que capitalizou R$ 80 milhões para a construção da nova sede da companhia de abastecimento de água do Rio. O FII BB Progressivo, com ativos locados para o Banco do Brasil no Rio e em Brasília teve a melhor valorização de cota em 2011: 50%.

Valor Econômico, Paulo Vasconcellos, 14/jun

sábado, 13 de agosto de 2011

IMÓVEIS DO EMPREENDIMENTO MAIS CARO DO BRASIL ESTÃO À VENDA PELA COELHO DA FONSECA


A Coelho da Fonseca está negociando com exclusividade 20 unidades residenciais no Parque Cidade Jardim, o empreendimento mais caro do Brasil, da JHSF.
Os imóveis são de um grupo de investidores e vão a mercado com valorização de mais 100%. O VGV (valor geral de vendas) apenas desse grupo de apartamentos supera R$ 60 milhões. Os preços variam de R$ 2,4 milhões a R$ 3 milhões.
Para Roberto Coelho da Fonseca, diretor da imobiliária, eles ainda sofrerão uma valorização de cerca de 40% no próximo ano, acompanhando a forte apreciação do mercado, além da finalização das obras do empreendimento, prevista para 2012.
O metro quadrado na área residencial do empreendimento custa R$ 12 mil e o da comercial, R$ 13,5 mil.