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quarta-feira, 27 de junho de 2012

ADEMI realiza almoço-palestra sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha



Na tarde da última quinta-feira o presidente da ADEMI, José Conde Caldas, foi o anfitrião de um almoço-palestra com a Caixa Econômica Federal e os executivos do mercado imobiliário. Realizado na sede da ADEMI, o evento contou com a presença do gerente nacional da Caixa, Vitor Hugo dos Santos Pinto e seus assessores, que fizeram uma ampla exposição sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, com destaque para os Cepacs - títulos mobiliários, regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permitem a construção de edifícios mais altos do que os limites atuais permitidos pela legislação. O objetivo do encontro foi explicar o potencial de desenvolvimento da área e estabelecer um networking para futuras parcerias entre o poder público e privado.
As cotas do FII PM (Fundo de investimento imobiliário Porto Maravilha), administrado e gerido pela Caixa, foram arrematadas pelo valor de R$ 3,5 bilhões. O Fundo da Caixa agora passa a negociar os títulos dos Cepacs no mercado. Todo o valor arrecadado com as vendas será repassado à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP) ao longo de 15 anos. O dinheiro será utilizado para custear toda a operação e a Parceria Público-Privada Porto Novo, responsável pelas obras e serviços da região.
O projeto, que já está em andamento, prevê a demolição de um trecho do Elevado da Perimetral (entre a Candelária e a Rodoviária), a construção de 4 km de túneis, reurbanização de 70 km de vias e reconstrução de 700 km de redes de infraestrutura urbana. A revitalização da região faz parte das preparações da cidade para sediar as Olimpíadas de 2016. "Serão cinco anos de obras que vão mudar a cara do centro do Rio. Em 2016, essa região estará completamente diferente do que ela é hoje", disse o Gerente Nacional da Caixa, Vitor Hugo. 
O FII PM tem tudo para se tornar o maior fundo de investimento do país. Segundo Vitor Hugo, já estão em andamento aproximadamente 23 oportunidades de negócios, o que envolve aproximadamente 40% dos Cepacs. Os interessados são investidores nacionais e internacionais - europeus, americanos e do Oriente Médio. Tanto o presidente da ADEMI quanto o gerente nacional da Caixa defendem a instalação de empreendimentos mistos na área, a exemplo de Beirute, Barcelona e Hamburgo - modelos bem sucedidos de revitalização com a integração de moradia, lazer e trabalho.
José Conde Caldas finalizou dizendo que o potencial observado no entorno da área do Porto Maravilha já está sendo alvo do olhar das construtoras, exaltando a melhoria na mobilidade urbana. "Bairros como São Cristovão já experimentam a valorização que essas mudanças de infraestrutura trarão para a área". "Consequentemente, os preços dos imóveis desses locais irão ser afetados também", completou. 

Cabral e Caixa assinam contratos para obras de saneamento na zona oeste


O governador Sérgio Cabral e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, assinaram nesta quinta-feira, no estande da Caixa Econômica Federal na Rio + 20, no Parque dos Atletas, contratos entre a Cedae e a Caixa Econômica Federal para obras de saneamento na região metropolitana do Rio de Janeiro. As obras incluem a ampliação do abastecimento de água em toda a Zona Oeste do Rio e o esgotamento sanitário das comunidades do Complexo do Alemão, na Zona Norte. Ao todo, estas regiões receberão investimentos de cerca de R$ 486 milhões, que envolvem empréstimos da Caixa da ordem de R$ 415 milhões.
As obras incluem a construção do tronco coletor Faria-Timbó, que transportará todo o esgoto produzido no Complexo do Alemão para a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Alegria, no Caju. O investimento de R$ 176 milhões permitirá o assentamento de 6,1 quilômetros de tubulações através de método não destrutivo, garantindo a captação e o transporte de 1.900 litros de esgoto por segundo e atendendo diretamente a uma população de mais de 580 mil moradores. Além de melhorar a qualidade de vida dos moradores da região, o tronco é uma importante etapa do processo de despoluição da Baía de Guanabara.
Os recursos permitirão também a ampliação do abastecimento de água na Zona Oeste, beneficiando diretamente 600 mil habitantes dos bairros de Campo Grande, Santíssimo, Santa Cruz, Barra de Guaratiba, Guaratiba e Pedra de Guaratiba com a construção de quatro reservatórios com capacidade total 30 mil metros cúbicos. Além dos reservatórios, serão assentados quase 24 km de troncos e rede de distribuição, a um custo total de R$ 215 milhões.
Também receberão obras de ampliação do abastecimento de água, orçadas em R$ 95 milhões, os bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Vargem Grande, Vargem Pequena e Bangu. Serão assentados 2.440 m de tubulação para reforçar o abastecimento na Barra da Tijuca, 5.050 m de tubulação para melhorar o abastecimento em Vargem Grande e 1.205 m de tubulação para atender Bangu, além de booster (equipamento que mantém a pressão na rede) com vazão de 1000 l/s e 50 km de troncos distribuidores em toda a região, beneficiando população total de 424 mil habitantes.
Segundo o presidente da Cedae, Wagner Victer, os projetos para a Zona Oeste - que concentra diversos projetos imobiliários e é a região que mais cresce no Rio - já incluem a projeção de crescimento demográfico dos bairros atendidos.
- Os três projetos são parte dos compromissos assumidos para a realização dos Jogos Olímpicos, e as obras de abastecimento de água já prevêem o crescimento da região nos próximos trinta anos - afirmou.

Monitor Mercantil, 22/jun


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Novos empreendimentos imobiliários contribuem para a revitalização da Lapa

Novos empreendimentos imobiliários contribuem para a revitalização da Lapa

O processo de recuperação da Lapa, tradicional bairro boêmio da capital fluminense, foi iniciado em julho do ano passado pelo Grupamento de Revitalização do Centro Histórico do Rio de Janeiro e continua a pleno vapor. A restauração de vias, monumentos históricos, e a modernização da iluminação estimam investimentos em torno de R$ 12 milhões.

No espaço alvo do programa de revitalização da Lapa, que inclui as avenidas Mem de Sá e República do Líbano, além das ruas do Lavradio, Gomes Freire, República do Paraguai, Senador Dantas, Visconde do Rio Branco e Joaquim Silva, os empreendimentos imobiliários crescem a cada dia, atraindo empresas de todos os portes para a região, de grande potencial comercial e turístico.

Ali já estão, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Oi, Tribunal Regional do Trabalho, além da Fundição Progresso, centro de cultura, meio ambiente e educação que começou a surgir em 1987 no local onde funcionou uma antiga fundição de fogões e cofres.

Outra estatal que promete mudar para o bairro da Lapa é a Eletrobras. A empresa anunciou que começará a construir um novo prédio-sede em 2012, no bairro, que irá abrigar os 3,5 mil funcionários da holding do setor elétrico, da Eletronuclear e da Eletropar, até 2015.

Segundo revelou o diretor de Gestão Corporativa da estatal, Miguel Colasuonno, a iniciativa contribuirá com a prefeitura carioca para a revitalização da área, preservando, porém, as características históricas do bairro e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da cidade. O edifício será construído ao lado da Fundição Progresso. Serão investidos na construção R$ 400 milhões, oriundos do fundo imobiliário da Caixa Econômica Federal, informou Colasuonno.


Rio de Janeiro
Por: Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Edição: Aécio Amado
01/01/2012