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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Traços modernos alteram a paisagem no Centro


Setor imobiliário investe na região e estimula acordos de locação antes da conclusão das obras
Quem anda pelas ruas principais do Centro se depara com um fenômeno cada vez mais perceptível: edifícios antigos e tradicionais dividem a atenção com os prédios de arquitetura moderna, que parecem surgir da noite para o dia, alterando a paisagem.
O contraste acontece devido ao investimento em novos empreendimentos capitaneados por construtoras de olho em empresas e profissionais liberais atraídos pelo progresso da Zona Portuária e também pelo mercado da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), entre 2007 e 2009, não há em seus registros qualquer lançamento de imóveis comercial na região. No ano passado, foi lançado um prédio com 86 unidades. E até o fim deste ano, dois novos empreendimentos serão lançados pela incorporadora Even: um em setembro, na Rua dos Inválidos; e outro, até dezembro, na Rua do Riachuelo.
O presidente da Ademi, José Conde Caldas, ressalta ainda que empresários buscam, majoritariamente, um pavimento inteiro para implantar seus escritórios. Além disso, ele diz que a demanda fez o preço do aluguel praticamente dobrar nos últimos três anos. Hoje, o metro quadrado na região custa entre R$ 170 e R$ 180.
- Também surgiu, no último ano, a antecipação de contratos. As empresas já fecham acordo de locação um ano antes da entrega do escritório - conta Caldas.
Sustentabilidade está na pauta das construtoras
Sentindo a necessidade de se adaptarem às novas exigências sustentáveis e também investir em tecnologias para reaproveitar edifícios antigos - já que faltam terrenos novos, sobretudo na Avenida Rio Branco, uma das mais disputadas -, as construtoras trazem para o Rio tecnologias que permitem maior economia de energia elétrica e reaproveitamento de recursos naturais.
A exemplo do Porto Brasilis, entregue recentemente pela Fibra Experts. Erguido na esquina da Rua São Bento com Avenida Rio Branco, o prédio é o primeiro empreendimento comercial do Porto do Rio a ficar pronto. Com uma película termoacústica chamada lowe, o vidro que cobre toda a sua fachada permite que a luz - mas não o calor - passe para o interior, permitindo, assim, a redução do uso do ar-condicionado.
O Porto do Rio é ainda o segundo "triplo A" - prédio com pavimentos de mais de mil metros quadrados e muitas vagas de garagem - da cidade a receber o selo Leed na categoria Gold, do Green Building Council Brasil. Isso atesta o seu comprometimento com sustentabilidade antes, durante e depois da execução da obra. O edifício também tem sistema de tratamento e reaproveitamento da água de chuva. No quesito energia, é feito o controle automático da iluminação tanto nas áreas privativas quanto nas comuns.
A menos de cinco quilômetros dali, na Rua Francisco Eugênio, a construtora Concal lançou o Alfa Corporate, previsto para ser concluído em julho de 2014. Com projeto assinado pelo arquiteto Sérgio Caldas, o Alfa já tem 430 de suas 512 unidades vendidas. Há opções de unificação de 157 a 1.700 metros quadrados. Caldas, que também é presidente da empresa, adianta que no prédio haverá coleta seletiva de lixo nas áreas comuns e reúso de água de chuva.
Fábio Terepins, diretor de Incorporação da Even, diz que os dois prédios previstos serão feitos com madeira e outros materiais certificados, além de telhados verdes.


O Globo, 27/jul


domingo, 8 de julho de 2012

Obras da Transolímpica começam a sair do papel



Com investimentos de R$ 1,55 bilhão, sendo R$ 1,072 bilhão da prefeitura, projeto ligará a Barra da Tijuca a Deodoro. Previsão de conclusão é em dezembro de 2015

A prefeitura do Rio de Janeiro inicia hoje, por Sulacap, na Zona Oeste, a construção da Transolímpica, via expressa que ligará a Barra da Tijuca à Avenida Brasil, na altura de Magalhães Bastos, além de Deodoro. Orçada em R$ 1,55 bilhão, dos quais R$ 1,072 bilhão em recursos do tesouro municipal, o projeto está incluído no caderno de encargos dos Jogos Olímpicos de 2016. A previsão é que a obra fique pronta em dezembro de 2015.
Com 23quilômetros (km) de extensão, o corredor terá uma via expressa com pedágio para carros e um Bus Rapid Traffic (BRT). O projeto terá ainda uma licitação, prevista pela prefeitura para 2013, para concluir um trecho de 3 km, apenas do BRT, até a Vila Militar, em Deodoro.
A obra está a cargo do consórcio Rio Olímpico, formado pela Odebrecht, Invepar e CCR/SA, que ganhou a licitação para explorar a concessão da via expressa por 35 anos.
De acordo com a prefeitura, o estudo sobre o número total de desapropriações ainda está sendo produzido, porque os imóveis ainda não começaram a ser cadastrados. Já se sabe que a maioria das casas e lojas que serão desocupadas fica em Jacarepaguá e Sulacap. A expectativa é que o total de desocupações para a Transolímpica seja menor do que na Transoeste, que chegou a 2,5 mil imóveis O BRT da Transolímpica contará com 18 estações, além de dois terminais, integrando-se a TransOeste (na Avenida das Américas), a Transcarioca, na Taquara, e a Transbrasil, em Magalhães Bastos. Durante a Olimpíada, o corredor fará ainda a ligação da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, ao Parque Radical de Deodoro, onde serão realizadas as provas de pentlato moderno, esgrima, tiro e mountain bike.

Jornal do Commercio, 04/jul


domingo, 1 de julho de 2012

Uma Xangai brasileira?




A exemplo do que aconteceu nos anos anteriores, o Rio de Janeiro segue como a segunda capital mais cara do país, atrás apenas de Brasília. Só nos últimos 12 meses, o metro quadrado na cidade valorizou 28,8%, chegando a 7.800 reais em média. Além da Copa do Mundo e da Olimpíada, que devem atrair novas obras de hotelaria e infraestrutura, a razão para essa alta é a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora nos morros cariocas. Na Tijuca, zona norte da cidade, por exemplo, o valor do metro quadrado dobrou após a instalação das UPPs em 2010. Nada se compara, no entanto, ao frenesi gerado em torno do eixo formado pelos bairros Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Jacarepaguá, na zona oeste da cidade. Ali foram lançados no ano passado 14 700 unidades - ou 60% dos novos empreendimentos do Rio de Janeiro. "Essa região é atualmente o grande canteiro de obras do Rio de Janeiro, uma espécie de Xangai brasileira", diz Marcos Saceanu, diretor de incorporações da PDG na cidade. No ranking dos preços, Leblon e Ipanema continuam isolados na liderança, os dois bairros mais caros do Brasil. Nesse sentido, também há semelhanças com a China. Os 50000 reais cobrados pelo metro quadrado do caríssimo Wave, em Ipanema, são compatíveis com os imóveis na zona mais cara de Xangai. 


Revista Exame, 25/mai

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Olimpíadas: 'Cariocas vão ter que mudar'

Sede da Olimpíada de 1992, Barcelona, na Espanha, é inspiração para o Rio em métodos de preparação da cidade para o grande evento de 2016. Os passos estão sendo seguidos, com grandes obras de mobilidade e revitalização. Mas, para a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, uma diferença entre os dois locais pode tornar a organização do megaevento aqui tarefa árdua: a educação dos cariocas nas ruas.

Antes dos Jogos de Barcelona, voluntários se empenharam na conservação dos lugares por onde passariam os turistas durante o evento, preservação das obras e boa recepção dos visitantes. "Foi uma grande mobilização popular", destacou o ex-prefeito de Barcelona, Pasqual Maragall, que estava à frente da cidade espanhola durante a Olimpíada.

Ontem, no segundo seminário Conexão Rio-Barcelona, que reuniu o ex-prefeito catalão e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, Maria Silvia defendeu que trabalhar a conscientização popular no Rio é um grande desafio, principalmente para conservação e limpeza da cidade.

"Em Barcelona, não havia mazelas, como a preocupação com segurança e favelas. O nível de educação da população de lá é maior do que o nosso", apontou Maria Silvia. Ela disse ainda que é preciso mudar radicalmente a atitude da população. "Não temos nem coleta seletiva. O ponto principal é o engajamento da população. Não adianta as pessoas acharem que a responsabilidade pela sujeira das ruas é só do poder público. Tem que mudar", destacou ela.

Primeira fase das obras está pronta

A primeira fase das obras de revitalização da Zona Portuária será inaugurada na manhã de domingo, com direito a exposição multimídia de todo o acervo histórico encontrado nas ruas durante as obras. O centro 'Meu Porto Novo' ficará em frente ao Cais do Valongo, na R. Barão de Tefé, uma das vias repaginadas.

Ao todo, 27 ruas serão entregues com reformas nas tubulações de água, gás e esgoto, que passam a ser subterrâneas, e com reservatórios de lixo no subsolo com capacidade para 3 mil litros. A grande novidade das obras, a macrodrenagem, que amplia em 11 vezes as galerias pluviais, já foi implementada nas novas vias e promete acabar de vez com alagamentos da região.

O Dia, 27/jun

 

ADEMI realiza almoço-palestra sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha



Na tarde da última quinta-feira o presidente da ADEMI, José Conde Caldas, foi o anfitrião de um almoço-palestra com a Caixa Econômica Federal e os executivos do mercado imobiliário. Realizado na sede da ADEMI, o evento contou com a presença do gerente nacional da Caixa, Vitor Hugo dos Santos Pinto e seus assessores, que fizeram uma ampla exposição sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, com destaque para os Cepacs - títulos mobiliários, regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permitem a construção de edifícios mais altos do que os limites atuais permitidos pela legislação. O objetivo do encontro foi explicar o potencial de desenvolvimento da área e estabelecer um networking para futuras parcerias entre o poder público e privado.
As cotas do FII PM (Fundo de investimento imobiliário Porto Maravilha), administrado e gerido pela Caixa, foram arrematadas pelo valor de R$ 3,5 bilhões. O Fundo da Caixa agora passa a negociar os títulos dos Cepacs no mercado. Todo o valor arrecadado com as vendas será repassado à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP) ao longo de 15 anos. O dinheiro será utilizado para custear toda a operação e a Parceria Público-Privada Porto Novo, responsável pelas obras e serviços da região.
O projeto, que já está em andamento, prevê a demolição de um trecho do Elevado da Perimetral (entre a Candelária e a Rodoviária), a construção de 4 km de túneis, reurbanização de 70 km de vias e reconstrução de 700 km de redes de infraestrutura urbana. A revitalização da região faz parte das preparações da cidade para sediar as Olimpíadas de 2016. "Serão cinco anos de obras que vão mudar a cara do centro do Rio. Em 2016, essa região estará completamente diferente do que ela é hoje", disse o Gerente Nacional da Caixa, Vitor Hugo. 
O FII PM tem tudo para se tornar o maior fundo de investimento do país. Segundo Vitor Hugo, já estão em andamento aproximadamente 23 oportunidades de negócios, o que envolve aproximadamente 40% dos Cepacs. Os interessados são investidores nacionais e internacionais - europeus, americanos e do Oriente Médio. Tanto o presidente da ADEMI quanto o gerente nacional da Caixa defendem a instalação de empreendimentos mistos na área, a exemplo de Beirute, Barcelona e Hamburgo - modelos bem sucedidos de revitalização com a integração de moradia, lazer e trabalho.
José Conde Caldas finalizou dizendo que o potencial observado no entorno da área do Porto Maravilha já está sendo alvo do olhar das construtoras, exaltando a melhoria na mobilidade urbana. "Bairros como São Cristovão já experimentam a valorização que essas mudanças de infraestrutura trarão para a área". "Consequentemente, os preços dos imóveis desses locais irão ser afetados também", completou. 

Cabral e Caixa assinam contratos para obras de saneamento na zona oeste


O governador Sérgio Cabral e o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda, assinaram nesta quinta-feira, no estande da Caixa Econômica Federal na Rio + 20, no Parque dos Atletas, contratos entre a Cedae e a Caixa Econômica Federal para obras de saneamento na região metropolitana do Rio de Janeiro. As obras incluem a ampliação do abastecimento de água em toda a Zona Oeste do Rio e o esgotamento sanitário das comunidades do Complexo do Alemão, na Zona Norte. Ao todo, estas regiões receberão investimentos de cerca de R$ 486 milhões, que envolvem empréstimos da Caixa da ordem de R$ 415 milhões.
As obras incluem a construção do tronco coletor Faria-Timbó, que transportará todo o esgoto produzido no Complexo do Alemão para a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Alegria, no Caju. O investimento de R$ 176 milhões permitirá o assentamento de 6,1 quilômetros de tubulações através de método não destrutivo, garantindo a captação e o transporte de 1.900 litros de esgoto por segundo e atendendo diretamente a uma população de mais de 580 mil moradores. Além de melhorar a qualidade de vida dos moradores da região, o tronco é uma importante etapa do processo de despoluição da Baía de Guanabara.
Os recursos permitirão também a ampliação do abastecimento de água na Zona Oeste, beneficiando diretamente 600 mil habitantes dos bairros de Campo Grande, Santíssimo, Santa Cruz, Barra de Guaratiba, Guaratiba e Pedra de Guaratiba com a construção de quatro reservatórios com capacidade total 30 mil metros cúbicos. Além dos reservatórios, serão assentados quase 24 km de troncos e rede de distribuição, a um custo total de R$ 215 milhões.
Também receberão obras de ampliação do abastecimento de água, orçadas em R$ 95 milhões, os bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Vargem Grande, Vargem Pequena e Bangu. Serão assentados 2.440 m de tubulação para reforçar o abastecimento na Barra da Tijuca, 5.050 m de tubulação para melhorar o abastecimento em Vargem Grande e 1.205 m de tubulação para atender Bangu, além de booster (equipamento que mantém a pressão na rede) com vazão de 1000 l/s e 50 km de troncos distribuidores em toda a região, beneficiando população total de 424 mil habitantes.
Segundo o presidente da Cedae, Wagner Victer, os projetos para a Zona Oeste - que concentra diversos projetos imobiliários e é a região que mais cresce no Rio - já incluem a projeção de crescimento demográfico dos bairros atendidos.
- Os três projetos são parte dos compromissos assumidos para a realização dos Jogos Olímpicos, e as obras de abastecimento de água já prevêem o crescimento da região nos próximos trinta anos - afirmou.

Monitor Mercantil, 22/jun