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domingo, 8 de julho de 2012

Obras da Transolímpica começam a sair do papel



Com investimentos de R$ 1,55 bilhão, sendo R$ 1,072 bilhão da prefeitura, projeto ligará a Barra da Tijuca a Deodoro. Previsão de conclusão é em dezembro de 2015

A prefeitura do Rio de Janeiro inicia hoje, por Sulacap, na Zona Oeste, a construção da Transolímpica, via expressa que ligará a Barra da Tijuca à Avenida Brasil, na altura de Magalhães Bastos, além de Deodoro. Orçada em R$ 1,55 bilhão, dos quais R$ 1,072 bilhão em recursos do tesouro municipal, o projeto está incluído no caderno de encargos dos Jogos Olímpicos de 2016. A previsão é que a obra fique pronta em dezembro de 2015.
Com 23quilômetros (km) de extensão, o corredor terá uma via expressa com pedágio para carros e um Bus Rapid Traffic (BRT). O projeto terá ainda uma licitação, prevista pela prefeitura para 2013, para concluir um trecho de 3 km, apenas do BRT, até a Vila Militar, em Deodoro.
A obra está a cargo do consórcio Rio Olímpico, formado pela Odebrecht, Invepar e CCR/SA, que ganhou a licitação para explorar a concessão da via expressa por 35 anos.
De acordo com a prefeitura, o estudo sobre o número total de desapropriações ainda está sendo produzido, porque os imóveis ainda não começaram a ser cadastrados. Já se sabe que a maioria das casas e lojas que serão desocupadas fica em Jacarepaguá e Sulacap. A expectativa é que o total de desocupações para a Transolímpica seja menor do que na Transoeste, que chegou a 2,5 mil imóveis O BRT da Transolímpica contará com 18 estações, além de dois terminais, integrando-se a TransOeste (na Avenida das Américas), a Transcarioca, na Taquara, e a Transbrasil, em Magalhães Bastos. Durante a Olimpíada, o corredor fará ainda a ligação da Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, ao Parque Radical de Deodoro, onde serão realizadas as provas de pentlato moderno, esgrima, tiro e mountain bike.

Jornal do Commercio, 04/jul


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mercado Imobiliário em números

Mercado Imobiliário em números

Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo de Futebol em 2014, Olimpíadas em 2016. Com tantos eventos de grande porte que irão ocorrer no Rio de Janeiro, o mercado imobiliário carioca se mantém aquecido. Apesar de especialistas apontarem que os valores dos imóveis tendem a uma estabilidade, a facilidade do crédito imobiliário impulsiona o fomento do setor.

No primeiro trimestre de 2012, o ritmo de crescimento do crédito imobiliário foi moderado. Os financiamentos para aquisição e construção de imóveis atingiram R$ 6,8 bilhões, em março, com alta de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos primeiros três meses, o montante total emprestado foi de R$ 17,6 bilhões, aumento de 9,9% comparativamente ao mesmo período de 2011, conforme divulgado pela ABECIP - Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança.
Ainda de acordo com a pesquisa, se considerado maior lapso temporal, no período dos últimos 12 meses o índice foi mais significativo. Em comparação ao período de abril de 2010 a março de 2011, os financiamentos evoluíram 31%, de R$ 62,2 bilhões para R$ 81,5 bilhões. A estimativa é que em 2012 o crédito imobiliário cresça 30%, para o montante de R$ 103,9 bilhões.
Os indicadores apontam que em março foram financiados 40 mil imóveis, crescimento de 7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de 12 meses, entre abril de 2011 e março de 2012, foram financiadas 491,9 mil unidades, 9% mais do que nos 12 meses anteriores.
O número de lançamentos de empreendimentos imobiliários também apresentou alta. Pesquisa recente da ADEMI - Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário aponta que no segundo semestre de 2011, foram 14.952 novas unidades, em 94 empreendimentos. De julho a dezembro de 2009 foram lançados 53 empreendimentos totalizando 11.358 unidades, no mesmo período de 2010 foram lançados 68 empreendimentos com um total de 12.393 novas unidades.
Analisando os segundos semestres de 2009, 2010 e 2011 quanto ao parâmetro lançamentos imobiliários, o número de empreendimentos lançados cresceu 28% de 2009 para 2010 e 38% de 2010 para 2011. Comparando 2011 com 2009 o aumento foi de 77%. Já o total de unidades lançadas teve um crescimento de 9% em 2010, em relação a 2009, e 20% em 2011, em comparação com 2010. Na comparação com 2009, o aumento neste ano de 2011 foi de 31%.
Os bairros que apresentaram o maior número de lançamentos foram a Barra da Tijuca (3.193 unidades), seguido pelo Recreio dos Bandeirantes, com um total de 3.070 unidades, e Jacarepaguá ficou na terceira posição com 2.693 unidades. Campo Grande também apresentou relevante número de lançamentos, somando 1.602 unidades e, finalmente, a quinta posição fica com a Tijuca, com 826 unidades novas.
O estudo Panorama do Mercado Imobiliário 2011 do SecoviRio - Sindicato da Habitação revela que em 2011 o valor médio do metro quadrado para venda, na capital fluminense, subiu 15,8%. No entanto, no mesmo período do ano anterior essa variação ficou em 42,1%, o que aponta para uma fase de estabilização dos preços.
A pesquisa mostra que na zona sul os destaques são para Gávea e Lagoa, que tiveram uma valorização expressiva nos preços do metro quadrado para venda. No primeiro, a variação para apartamentos de três quartos, de janeiro a dezembro de 2011, foi de 46%. No segundo, os de um quarto tiveram valorização de 91,5%, o maior índice registrado pelo estudo.
Com a consolidação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), as diversas melhorias de infraestrutura e o aumento do número de construções com padrão elevado, a zona norte cresceu consideravelmente, com destaque para Vila Isabel e Méier, que tiveram, respectivamente, valorização do metro quadrado para venda de 46,9% (dois quartos) e 62,4% (quatro quartos).
No que diz respeito ao aluguel de imóveis, o cenário se manteve positivo, principalmente para o Centro da cidade. O metro quadrado dos imóveis de um quarto, no bairro, valorizou 45,2% em 2011, índice bastante superior ao obtido em 2010, de 0,8%. Os de dois quartos valorizaram 65,9%, ante os 10,2% do ano anterior.

Revista Abami, abril/maio 2012

terça-feira, 22 de maio de 2012

Outro investment grade para o Rio




A obtenção do grau de investimento pela cidade do Rio de Janeiro, pela terceira vez, foi comemorada ontem pelo prefeito Eduardo Paes, na abertura do Rio Investors Day, evento que está reunindo, no Hotel Copacabana Palace, algumas das mais importantes empresas de capital aberto do País e grandes investidores institucionais. Terceira agência de classificação de risco a conferir o investment grade ao Rio, a Standard & Poor's destacou, em relatório sobre a elevação da nota, a gestão fiscal do município, considerada eficiente. 

Jornal do Commercio online

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fique atento aos documentos que garantem segurança na compra de imóvel




Os compradores de imóveis devem ficar atentos aos documentos que garantem a segurança durante e após a aquisição do bem.


A matrícula do imóvel, por exemplo, é um documento obrigatório para a aquisição de um imóvel tanto na planta como pronto. De acordo com a Tibério Construções e Incorporações, é nele que consta o histórico completo do imóvel, incluindo os proprietários anteriores e a existência de dívidas, se houver. O documento onde consta a matrícula pode ser consultado no cartório de imóveis onde foi registrada.


Além da matrícula, é necessária a certidão de débito/IPTU, que é o documento que comprova a inexistência de dívidas relativas ao imposto sobre o imóvel. Essa certidão é pública, portanto, para acessá-la, basta entrar no site da prefeitura e consultar as informações pelo número do contribuinte. No caso de imóveis adquiridos na planta, a incorporadora pode fornecer o número do contribuinte em relação ao terreno onde o empreendimento será construído. Quando o imóvel estiver pronto, ele terá a matrícula desmembrada. Assim cada unidade terá sua própria matrícula. Ou seja, os apartamentos terão o seu próprio número de contribuinte, que poderá ser consultado da mesma forma.


Na hora de comprar o imóvel, é importante também que o comprador exija do vendedor certidões que comprovem se ele é responsável por alguma ação cível, criminal, trabalhista, executivos fiscais, ou se constam protestos no nome dele. Os sites da Justiça Federal e da Receita Federal emitem essas certidões gratuitamente.


Somente imóveis prontos


O certificado de conclusão "Habite-se" é necessário somente para os imóveis que forem comprados prontos. Esse documento, expedido pela Prefeitura, é oficial e comprova que a obra foi concluída e realizada conforme o projeto aprovado pelo órgão. Sem esse certificado, o imóvel não pode ser habitado e não há possibilidade de financiamento bancário pelo Sistema Financeiro de Habitação.

Outro documento exclusivo para imóveis prontos é a declaração de inexistência de débitos condominiais. Neste caso, o comprador do imóvel deve procurar o síndico e pedir a declaração, com cópia autenticada da ata da assembleia que o elegeu.