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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Selic deve sofrer novo corte de 0,5 ponto percentual na reunião do Copom desta semana

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam mais uma redução da taxa básica de juros, a Selic, de 0,5 ponto percentual. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reúne-se amanhã (10) e quarta-feira para definir a Selic, que atualmente está em 8,5% ao ano.
Na última reunião, em maio, o Copom reduziu a taxa em 0,5 ponto percentual. De acordo com as estimativas, depois de chegar a 8% ao ano este mês, a expectativa é que haja novo corte em igual patamar (0,5 ponto percentual) na reunião do comitê em agosto, quando a Selic deve chegar a 7,5% ao ano. A previsão é que a Selic permaneça nesse nível até o fim do ano. Para o final de 2013, a projeção caiu de 9% para 8,5% ao ano.
O Copom reduz a Selic quando considera que a inflação está sob controle e quer estimular a atividade econômica. No sentido oposto, a taxa é elevada quando a autoridade monetária avalia que a economia está muito aquecida, com alta dos preços. Então, o Copom sobe a taxa para incentivar a poupança, desestimular o consumo e segurar a inflação.
De acordo com as expectativas dos analistas, a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2012 em 4,85% ao ano. Essa é a oitava queda consecutiva na projeção. Na semana passada, a estimativa era 4,93%. Para 2013, a projeção para o IPCA é 5,5%, mantida há duas semanas.
A estimativa para o crescimento da economia caiu pela nona semana seguida. Desta vez, a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 2,05% para 2,01%, este ano. Para 2013, a projeção de crescimento permanece em 4,2%.
A expectativa para a produção industrial caiu pela sexta vez consecutiva, ao passar de 0,39% para 0,1%, este ano. Para 2013, a expectativa é que haverá uma retomada, com a previsão ajustada de 4,3% para 4,25%.
Com a economia em ritmo mais lento este ano, o governo tem adotado medidas de estímulo à atividade econômica. Uma delas é a redução da Selic, pelo BC, que tem cortado a taxa desde agosto do ano passado. O governo também prorrogou a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos eletrodomésticos da linha branca por dois meses e a redução do imposto para o setor de móveis por três meses.
No último dia 29, o governo anunciou ainda a prorrogação da redução do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o macarrão até dezembro. No dia 21 de maio, o governo reduziu o IPI para incentivar a indústria automobilística, que enfrentava redução nas vendas.
O governo também anunciou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos, com medidas para agilizar as compras governamentais, dando preferência à aquisição de produtos da indústria nacional, e estimular, com isso, a economia interna. Também houve redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6% para 5,5%.

Agência Brasil

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Com economia lenta, BC vê déficit externo menor

Com economia lenta, BC vê déficit externo menor


Diante do cenário externo mais conturbado, que terá reflexos na atividade econômica do País, o Banco Central reduziu a projeção de déficit em transações correntes para este ano, de US$ 68 bilhões para US$ 56 bilhões. “O déficit reflete moderação da demanda por bens e serviços no exterior e repercute o cenário de deterioração internacional”, disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel. Mesmo assim, a autoridade monetária manteve suas contas sobre Investimento Estrangeiro Direto (IED) em US$ 50 bilhões para o período, apostando que o Brasil não deixará de atrair recursos voltados para o setor produtivo. A previsão do buraco menor em transações correntes – operações feitas pelo Brasil com o exterior, como comércio e viagens internacionais – baseia-se quase totalmente na redução das estimativas sobre remessas de lucros e dividendos, de US$ 38 bilhões para US$ 28 bilhões. Essa é uma das principais variáveis com impacto na conta corrente do País. Para o BC, o agravamento da crise pode ainda levar à significativa redução da oferta de crédito externo às empresas brasileiras e por isso baixou a indicação da taxa de rolagem neste ano, de 125% para 100%.

Jornal do Comércio - 27/06/2012

domingo, 25 de dezembro de 2011

Santander inaugura segunda agência dentro de uma favela do Rio.

Santander inaugura segunda agência dentro de uma favela do Rio.

Agência do banco na Vila Cruzeiro foi aberta nesta segunda-feira, 19 de dezembro de 2011.

Além dos serviços financeiros, comunidade vai contar com cursos.

O Santander inaugurou, segunda-feira (19), a segunda agência do banco dentro de uma favela do Rio de Janeiro.

A agência fica na Praça São Lucas, em uma área bem central da Vila Cruzeiro, na Zona Norte da cidade. A primeira unidade do Santander em uma favela do Brasil foi inaugurada no Complexo do Alemão, em maio de 2010.

Vila Cruzeiro e Alemão foram ocupadas e pacificadas por forças policiais no fim de novembro do ano passado.

Brasil pode representar 30% dos resultados do Santander, diz Portela.

Hoje, passado um ano e meio, a agência bancária do Alemão tem 1,2 mil clientes. “Além dos nossos serviços financeiros, ao mesmo tempo a agência vai ser um centro comunitário”, ressaltou o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela.

Além do atendimento aos moradores e comerciantes locais, a agência vai promover a capacitação profissional, a inclusão digital, o empreendedorismo e atividades culturais.

Um espaço multiuso dentro da agência vai poder ser aproveitado pela Associação dos Moradores para atendimento social.

“O AfroReggae vai dedicar muito capital humano para o desenvolvimento dessa agência”, disse Portela.

Os moradores da Vila Cruzeiro vão poder fazer cursos de idioma online e de profissionalização, e podem ganhar bolsas de estudos internacionais durante os próximos cinco anos.

O Santander vai conceder, ainda, bolsas para o curso de empreendedorismo on line da Babson College.

‘Agência traz direitos ao cidadão’

A expectativa de Portela é de que, em um ano, a agência da Vila Cruzeiro tenha e mesma quantidade de clientes que a do Complexo do Alemão.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados do Santander Alemão. É uma performance muito boa”, afirmou.

Assim que a agência da Vila Cruzeiro foi inaugurada, já havia moradores da favela querendo abrir conta.

“Um deles veio com uma conta de luz, para usar como comprovante de residência, e disse: ‘Eu quero ser o cliente número um!’”, contou uma funcionária do Santander.

Para Reginaldo Lima, assessor-executivo do AfroReggae, a instalação de agências bancárias em favela é uma forma de deixar a comunidade em condições iguais ao resto da cidade.

“A agência vai trazer todos os direitos para o cidadão da comunidade, no sentido da utilizar os serviços bancários”, destacou Lima.

Novas agências em favelas do RJ e SP

“Instala-se, junto com o banco, o fim da ruptura.

Deixa de existir a cidade e a favela, e passa a existir somente a cidade”, afirmou Lima.

Antônio de Pádua Alencar, gerente-geral agência Santander na Vila Cruzeiro, e que trabalhou no banco do Complexo do Alemão, informou que os produtos mais procurados são o microcrédito, o cartão de crédito, a conta corrente e a poupança.

O presidente do Santander no Brasil enfatizou que o banco pretende instalar outras agências em favelas, não só no Rio, mas em outras cidades.

“Estamos olhando em São Paulo. É muito bom para as comunidades ter mais oferta de serviços bancários e financeiros”, ressaltou Portela.

Entretanto, ele preferiu não adiantar quais comunidades exatamente estão sendo estudadas para receber uma agência.

“Não divulgaremos antecipadamente para não induzir a erro, já que ainda não está definida qual será a próxima comunidade”, finalizou.

19/12/2011
Bernardo Tabak
Do G1 RJ

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Crédito imobiliário originado da poupança sobe 560%, afirma BC

28/11/2011 - Crédito imobiliário originado da poupança sobe 560%, afirma BC

Os saldos dos financiamentos habitacionais com cartas de crédito do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) cresceram entre 2002 e 2010. O aumento de 560% ocupou o espaço de outras aplicações imobiliárias.

De acordo com o Relatório de Economia Bancária e Crédito, do Banco Central, em 2002 foram direcionados para o financiamento habitacional R$ 20,718 bilhões do SBPE; já em 2010, o valor subiu para R$ 136,688 bilhões.

Em 2002, foi concedido R$ 1,174 bilhão para a aquisição de imóveis, sendo que R$ 495,7 milhões foram para imóveis novos, e R$ 679 milhões, para usados. Em 2010, o valor direcionado à aquisição de imóveis subiu para R$ 31,785 bilhões, sendo R$ 8,843 bilhões para imóveis novos e R$ 22,942 bilhões para usados.

No ano de 2002, foram adquiridos 7,1 mil imóveis novos e 11,5 mil unidades usadas; já oito anos depois os beneficiados pelo financiamento compraram 58,1 mil imóveis novos e 161,5 mil usados com o recurso.

No que se refere à construção de imóveis, foram destinados, em 2002, R$ 573,6 milhões para empresas e R$ 20,2 milhões para pessoas físicas; já em 2010 o montante passou para R$ 22,273 bilhões para empresas e R$ 1,933 bilhão para pessoas físicas.

Com os recursos, em 2002 foram construídas 10,3 mil unidades; oito anos depois foram construídos 196,7 milhões. O governo deve aprofundar os estudos sobre a poupança para que mudanças não prejudiquem o crédito imobiliário

Fonte: DCI, 28/11/2011