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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Salão do Turismo termina com R$ 800 mi em negócios


RECEPTIVO

Com o tema Cores e Sabores do Brasil, homenagem feita às festas folclóricas e manifestações artísticas brasileiras, foi encerrado , no Píer Mauá, o Salão de Turismo do Estado do Rio de Janeiro/Brite 2012 reuniu 175 expositores das cinco
regiões brasileiras, além de 190 operadores internacionais de 35 países. Segundo os organizadores, o encontro atraiu aproximadamente 50 mil visitantes e deve gerar R$ 800 milhões em negócios. De acordo com o secretário de Turismo do Estado, Ronald Ázaro, o evento cumpriu com sua missão de apresentar os produtos turísticos da capital e do interior fluminense, já que no evento estão presentes jornalistas de vários países. "O turismo é atualmente reconhecido como setor estratégico da economia. Precisamos trabalhar, mais do que nunca, na qualificação de profissionais, na ampliação da oferta hoteleira e na criação de roteiros que atraiam todos os visitantes”, disse o secretário, acrescentando que, em 2013, o governo do Estado promoverá o evento em duas versões – uma no primeiro semestre, voltado para a capital, e outra no segundo semestre, destinado à promoção do interior.

ESTRUTURA

O evento teve áreas regionais, onde as secretarias estaduais e municipais, além de hotéis, pousadas, agências de viagem e fornecedores expuseram produtos e serviços. Outros segmentos importantes, como o de parques temáticos, artesanato,
turismo de aventura, spas e turismo GLBT tiveram espaços especiais de exposição. 
Um das novidades da feira deste ano foi o estande de 50 metros quadrados de representantes da comunidade do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, que apresentam artesanato e pacotes de roteiros turísticos na favela, já em funcionamento no complexo.
Atualmente, esta grande área pacificada é um dos maiores pontos turísticos do estado, recebendo diariamente a visita de dezenas de cariocas, turistas nacionais e internacionais que passeiam no teleférico, fazem caminhas pelas trilhas da Serra da Misericórdia, participam de eventos na Praça do Conhecimento.

NEGÓCIOS

Já na Bolsa de Negócios, profissionais do setor turístico de todo o Brasil apresentaram o que cada estado e município têm de melhor a oferecer aos turistas. Aproveitando o grande número de empresários, a Associação Brasileira de Indústrias e Hotéis do Rio de Janeiro (Abih-RJ), promoveu o Encontro Internacional de Hotelaria, em que foram discutidos o desenvolvimento sustentável da indústria hoteleira, programas de capacitação, novas tendências da hotelaria, entre outros temas. 
"Nossa intenção é qualificar 40 mil pessoas para os novos postos de trabalho que irão surgir nos próximos anos. A cidade do Rio não será mais a mesma. Vamos entrar num patamar de destino top de atração internacional", ressaltou o presidente da Abih-RJ, Alfredo Lopes. 

Por WANILSON OLIVEIRA

domingo, 25 de dezembro de 2011

Santander inaugura segunda agência dentro de uma favela do Rio.

Santander inaugura segunda agência dentro de uma favela do Rio.

Agência do banco na Vila Cruzeiro foi aberta nesta segunda-feira, 19 de dezembro de 2011.

Além dos serviços financeiros, comunidade vai contar com cursos.

O Santander inaugurou, segunda-feira (19), a segunda agência do banco dentro de uma favela do Rio de Janeiro.

A agência fica na Praça São Lucas, em uma área bem central da Vila Cruzeiro, na Zona Norte da cidade. A primeira unidade do Santander em uma favela do Brasil foi inaugurada no Complexo do Alemão, em maio de 2010.

Vila Cruzeiro e Alemão foram ocupadas e pacificadas por forças policiais no fim de novembro do ano passado.

Brasil pode representar 30% dos resultados do Santander, diz Portela.

Hoje, passado um ano e meio, a agência bancária do Alemão tem 1,2 mil clientes. “Além dos nossos serviços financeiros, ao mesmo tempo a agência vai ser um centro comunitário”, ressaltou o presidente do Santander Brasil, Marcial Portela.

Além do atendimento aos moradores e comerciantes locais, a agência vai promover a capacitação profissional, a inclusão digital, o empreendedorismo e atividades culturais.

Um espaço multiuso dentro da agência vai poder ser aproveitado pela Associação dos Moradores para atendimento social.

“O AfroReggae vai dedicar muito capital humano para o desenvolvimento dessa agência”, disse Portela.

Os moradores da Vila Cruzeiro vão poder fazer cursos de idioma online e de profissionalização, e podem ganhar bolsas de estudos internacionais durante os próximos cinco anos.

O Santander vai conceder, ainda, bolsas para o curso de empreendedorismo on line da Babson College.

‘Agência traz direitos ao cidadão’

A expectativa de Portela é de que, em um ano, a agência da Vila Cruzeiro tenha e mesma quantidade de clientes que a do Complexo do Alemão.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados do Santander Alemão. É uma performance muito boa”, afirmou.

Assim que a agência da Vila Cruzeiro foi inaugurada, já havia moradores da favela querendo abrir conta.

“Um deles veio com uma conta de luz, para usar como comprovante de residência, e disse: ‘Eu quero ser o cliente número um!’”, contou uma funcionária do Santander.

Para Reginaldo Lima, assessor-executivo do AfroReggae, a instalação de agências bancárias em favela é uma forma de deixar a comunidade em condições iguais ao resto da cidade.

“A agência vai trazer todos os direitos para o cidadão da comunidade, no sentido da utilizar os serviços bancários”, destacou Lima.

Novas agências em favelas do RJ e SP

“Instala-se, junto com o banco, o fim da ruptura.

Deixa de existir a cidade e a favela, e passa a existir somente a cidade”, afirmou Lima.

Antônio de Pádua Alencar, gerente-geral agência Santander na Vila Cruzeiro, e que trabalhou no banco do Complexo do Alemão, informou que os produtos mais procurados são o microcrédito, o cartão de crédito, a conta corrente e a poupança.

O presidente do Santander no Brasil enfatizou que o banco pretende instalar outras agências em favelas, não só no Rio, mas em outras cidades.

“Estamos olhando em São Paulo. É muito bom para as comunidades ter mais oferta de serviços bancários e financeiros”, ressaltou Portela.

Entretanto, ele preferiu não adiantar quais comunidades exatamente estão sendo estudadas para receber uma agência.

“Não divulgaremos antecipadamente para não induzir a erro, já que ainda não está definida qual será a próxima comunidade”, finalizou.

19/12/2011
Bernardo Tabak
Do G1 RJ