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domingo, 8 de julho de 2012

Inflação da construção civil avança para 0,7% em junho, diz IBGE



Índice acelerou no mês; em maio, taxa ficara em 0,66%
A inflação medida pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) avançou para 0,70% em junho, após registrar taxa de 0,66% em maio, informou o IBGE. Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,26% no ano, e de 5,08% em 12 meses.
O custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 836,06 em junho, dos quais R$ 447,28 foram relativos aos materiais e R$ 388,78 relativos à mão de obra. Em maio, esse custo totalizava R$ 830,28. A parcela da mão de obra apresentou alta de 1,32% nos preços, ficando 0,04 ponto percentual abaixo da inflação observada no mês anterior (1,36%), enquanto os materiais, com 0,16%, em junho, registraram alta de 0,09 ponto percentual em relação a maio (0,07%). Os acumulados em doze meses foram: 9,57% (mão de obra) e 1,47% (materiais).
A Região Sul, com inflação de 1,8%, ficou com a maior taxa regional em junho deste ano. Devido à pressão exercida pelo reajuste salarial decorrente de acordo coletivo, Santa Catarina registrou a maior taxa mensal entre os locais pesquisados, 6,04%. Os demais resultados foram: 1,49% (Centro-Oeste); 0,68% (Nordeste); 0,28% (Sudeste) e 0,28% (Norte). O Sul também apresentou a maior variação (7,01%) nos últimos 12 meses. Em relação aos acumulados, entretanto, a maior taxa foi a do Sudeste (4,14%). Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 877,81 (Sudeste); R$ 838,56 (Norte); R$ 833,09 (Sul); R$ 832,17 (Centro-Oeste) e R$ 787,30 (Nordeste).


O Globo Online, 06/jul


domingo, 1 de julho de 2012

Hipótese de bolha imobiliária no País é descartada pelo setor



A hipótese de uma bolha imobiliária no Brasil foi descartada ontem por executivos de incorporadoras, fundos de investimento e bancos, na capital paulista, em evento para debater as oportunidades e os riscos do setor. As opiniões dos representantes do mercado vão na contramão do alerta feito nesta semana pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), que apontou distorções no mercado brasileiro causadas pelo forte ciclo de alta no preço dos imóveis.
Na avaliação do diretor-executivo da gestora de recursos GP Investments, Antônio Ferreira, o Brasil não tem características que sinalizem a formação de uma bolha. Ferreira observa que a maioria dos negócios com imóveis no País é realizada por pessoas que buscam moradia, não ganhos com aluguel ou revenda, que favorecem a especulação, como ocorreu na bolha dos Estados Unidos. Além disso, os financiamentos nos bancos privados brasileiros representam cerca de 55% do valor dos imóveis, o que indica um nível de endividamento moderado das famílias ante os EUA, onde esse valor chegava a 110%, comparou, durante encontro realizado pelo Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) nesta manhã, em São Paulo.
O diretor da GP também acredita que a escalada do preço dos imóveis está fundamentada na ampliação do total de consumidores capazes de adquirir uma casa própria nos últimos anos, beneficiados pela melhora da renda e da oferta de crédito. "O preço subiu, mas tem fundamento na demanda", afirmou Ferreira. Na avaliação do diretor de Relações com Investidores da incorporadora Eztec, Emílio Fugazza, a escalada dos preços também está relacionada ao aumento dos custos para construção das habitações. "O preço subiu, mas as margens de lucro das empresas de construção caíram", disse, atribuindo o cenário à alta dos custos com mão de obra e terrenos.
Tendência
A tendência é que o mercado imobiliário continuará em expansão e que o apetite dos bancos pelo crédito habitacional seguirá crescente, na opinião do gerente-geral de crédito imobiliário do Banco do Brasil em São Paulo, Francisco Martinez. Segundo ele, o crédito imobiliário deve atingir o montante de R$ 1,3 trilhão até 2020 no País, o que significa sair de uma fatia equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) atualmente para 16% nos próximos oito anos, patamar semelhante ao já verificado em países como Chile e México. O executivo lembra que o Brasil tem um déficit de 7 milhões de moradias, verificado principalmente entre as classes de renda média e baixa, o que caracteriza a demanda reprimida. "O sonho da casa própria continua em primeiro lugar na mente dos brasileiros", disse.

DCI, 28/jun


terça-feira, 22 de maio de 2012

Varejo só espera reação mais nítida no 2º semestre


Varejo só espera  reação mais nítida no 2º semestre
Mesmo sem as medidas anunciadas ontem no final da tarde pelo governo para reativar a economia, o clima em algumas das maiores empresas brasileiras ligadas ao consumo interno já era de otimismo, embora sem abranger o primeiro semestre. Até o final de junho, os números ainda não serão favoráveis, mas daí em diante a recuperação vai se dar com linhas progressivamente mais nítidas, segundo executivos da Lojas Americanas, B2W, Renner e AmBev. Eles descartam a possibilidade de adiamento de projetos ligados à expansão das companhias, tanto os de aumento de capacidade ou no número de lojas, quanto os relativos aos seus sistemas logísticos